30 de jul. de 2014

Semideologias

Bolacha russa, uma das coisas que não abri mais mão...


Quando tudo acabou eu realmente achei que eu também tinha acabado junto, apesar de lá no fundo saber que tudo já tinha sido o que era pra ser. 

O que era a presença transformou-se em perda e o que era certeza virou dúvida do dia pra noite.

Tive vontade de jogar tudo para o alto, de dizer que não queria nada mais de nada, que tudo era findado e que Inês era morta, mas resolvi que nada disso valia a pena.

Então apenas me (re/des)construi.

Fazer o que não antes tinha vontade (será que não tinha mesmo?), retomar o que era verdade, sentir uma liberdade antes quase perdida e acreditar que nada é por acaso.

Que de todos os becos, que de todos os cantos, que de todos os museus, que todas as indas e vindas, que todos os lugares novos, que tudo de novo seja duradouro.

E que um dia eu volte a me dar a chance de viver amores com olhos de oceano, corações de chuva e cheiro de pra sempre enquanto durar.

Mas só por hoje vou conhecer um pouco mais a mim mesma....

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