15 de nov. de 2014

Progresso pt 2

Tracking de metas 2014, devia ter feito isso todos os meses, mas é o que temos para hoje.

1) Ler 60 livros

Já li 50, poucos da lista em comum com a Ninha (que vai ser o #fail do ano), mas terminei os em inglês, serve?

2) Ter um blog de divulgação científica

Falei sobre cólera e pólio em algum momento da história desse blog. Acho que eu preciso estudar mais sobre o tema divulgação pra poder voltar

3) Defender o mestrado

Cumprida com louvor, Mestre Claudinha ;)

4) Terminar todas as disciplinas do doutorado

Cumprida com louvor [2].

5) Ir para o Congresso da Sociedade Brasileira de Virologia

Cumprida com louvor [3].

6) Voltar a fazer atividade física

Cumprida com louvor [4].

7) Correr os 10 km da Tribuna

Cumprida sem muito louvor, mas corri 5km, serve né?.

8) Fazer 12 boas ações \o/

*assovia e sai andando* [1] 

Apesar que eu fui chamada de fada por passar um livro pra uma pessoa, serve?

9) Parar de roer a unha

Cumprida em partes, às vezes tenho umas recaídas, mas nada demais. 

10) Escrever um texto estilo NanoWriMo

Já estamos no meio de novembro e não consegui por esse projeto em prática.... Mais um #fail

11) Doar 12 livros 

Serve 2?

12) Andar de bicicleta na Paulista

*assovia e sai andando* [2] 

13) Completar o 52 weeks

*assovia e sai andando* [3] 

14) Ter um canto pra chamar de meu

Cumprida com muito louvor [5].


Apto 206 <3
E vocês, estão cumprindo as suas metas?

13 de nov. de 2014

Gabriel García Márquez, quando um autor é muito maior do que a sua obra...

Postado antes no Em Busca de Livros Perdidos, vai lá, a gente é legal =D

Hoje voltei para falar com vocês mais do que sobre um livro, mas sobre um autor. Gabriel García Márquez, ou Gabo para os íntimos, foi um dos maiores escritores do século XX e não só por ter ganho o Nobel de Literatura em 1982, mas por ser um autor muito maior do que a sua obra...
O primeiro livro de Gabo que eu li foi Cem anos de solidão, que (com o perdão do trocadilho), me levou mais de cem dias para ser lido... Eram muitos Aurelianos numa família só, e muita história para cada um desses Aurelianos. A obra se passa na cidade fictícia de Macondo, e toda a história é contada com um quê de fantasia, o que caracteriza a obra de Gabo: o realismo fantástico. Uma mistura de realidade não tão real, mas não tão impossível assim. Dando uma "Googleada" por aí, críticos literários consideram esta a segunda maior obra da literatura hispânica, só perdendo para Dom Quixote.


Está chovendo em Macondo


E como Claudinha aqui tem que ser diferente no rolê, Cem Anos de Solidão não é a minha obra favorita, mas sim "O amor nos tempos do cólera". A história desse livro é basicamente sobre o amor inabalável de Florentino por Firmina, que dura mais de 50 anos para ser consumado. Muitos dizem que eles não ficaram juntos quando jovens devido ao pai de Firmina, mas sejamos sinceros, eles não ficaram pois ela era uma confusa mimada (pronto falei!). O amor nos tempos do cólera é um daqueles livros que você quer saber o que acontece, mas simplesmente não consegue terminá-lo em um dia: é um livro denso, é a história de duas vidas contadas pelo ponto de vista de um grande inabalável amor praticamente unilateral (pra mim Firmina não gosta do Florentino, fato! E eu não gosto dela). Esse livro virou até filme com participação da Shakira na trila sonora (Shakira, Sharira!!!), uma boa pedida pra quem quer se aventurar no mundo de Gabo.

- E até quando acredita o senhor que podemos continuar nesse ir e vir do caralho? – perguntou.
Florentino Ariza tinha a resposta preparada havia cinquenta e três anos, sete meses e onze dias com as respectivas noites.
– Toda a vida – disse.

11 de nov. de 2014

10 km, aí vamos nós

Porque a Camys é uma corredora fofa <3



Já falei sobre a minha primeira corrida e sobre minha relação com a corrida/saúde, agora vamos a novos objetivos. 

10 km
Tã, tã. tãããããããããã

Sim, 10 km. 

Diferente de 5km, 10km é algo que já pede um pouco mais de preparo físico (não é todo dia que se anda 10km né?), uma alimentação um pouco melhor e uma rotina de treinos um pouco mais específica.
Não vou dizer que eu sou A atleta do ano (deixo essa pro meu professor da faculdade que vai correr a São Silvestre), mas estou me esforçando pra chegar num ponto que eu consiga correr os 10km num tempo plausível: 1 hora.
Pra isso eu comecei a treinar: corro pelo menos 4x na semana (devia correr 6, mas sabecomoéqueéné?), comecei a comer de 3 em 3 horas e inclui muitas frutas no meu cardápio (quem me conhece sabe que eu não como quase nada de fruta desde que eu nasci). 
Sobre o meu cardápio, comecei a levar comida para a faculdade: mais carnes brancas, menos sal, menos gordura. Levo também frutas para comer durante o dia (poxa, eu tenho fome!)
Sobre meu treino, estou na terceira semana da planilha de 10k de olho no relógio da Runner's World, funciona bem, semana passada cheguei a 7,4 km em menos de 1 hora sem morrer (o que já é um belo avanço).
Sobre a corrida, provavelmente vou correr no final de janeiro... Será que dá?

E você? Já foi mordido pelo bichinho da corrida?

8 de nov. de 2014

[Projeto DPL] Desafio #1 - O Chamado

1ª Missão – Edgar Allan Poe

A primeira missão do desafio é fazer um top 10 dos contos que eu mais gosto do Poe, como eu já havia lido o livro de contos dele foi relativamente fácil participar desta parte da brincadeira, sem mais delongas, vamos lá =D


Top 10 Edgar Allan Poe


1) O gato preto
2)Pequena Conversa com uma Múmia
3) A Máscara da Morte Escarlate
4) O rei peste
5) O barril de Amontillado
6) A Queda da Casa de Usher
7) O corvo
8) Leonor
9) O Poço e o Pêndulo
10) Os Assassinatos da Rua Morgue


2ª Missão – Uma Carta para o Autor

A segunda missão é escolher um dos contos acima e redigir uma carta ao autor explicando os motivos de ter gostado ou detestado o conto.

Caríssimo sr Poe,

O gato preto foi o primeiro conto de vossa senhoria que li, e desde então meu favorito. Convenhamos, ninguém em sua sã consciência gosta de gatos.
Gatos são seres estranhos, inóspitos, sem carinho por outrem que não seja a si mesmo, gatos são tão donos de si que por vezes nós somos seus animais de estimação.
Creio que já ficou bem claro minha aversão por gatos, entretanto, a de seus personagens me deixam atônita. Convenhamos que matar um animal, seja ele racional ou irracional é algo deplorável! O senhor devia se sentir vexado em ter pessoas assim em sua mente! E mais do que isso, ainda depois matar um ser amado. O pecado capital dos maiores possíveis de se acontecer.
E como todas as mentiras tem pernas curtas, ainda bem que a verdade foi revelada dentro de seu conto, e que, pelo menos a justiça foi feita.... Pelo menos quanto a morte da jovem esposa. 

Espero que em seus sonhos os gatos não voltem a atormentá-lo sr Poe, pois nos meus eles sempre irão.

Att,
Claudia


3ª Missão – Um Conto de Poe às Avessas

De todos os contos lidos, escolha 02 deles e crie uma nova história, interligando-os. Misture os personagens, os enredos, os lugares. De asas à sua imaginação.

Utilizando-se do meu top 2 ;)


Tormenta


Conde Allamistakeo continuava a contar sobre como a nossa ciência era atrasada, e que tudo o que pensávamos que era tão nosso já havia sido tão antes pensado no antigo Egito. O levantamento das pirâmides, a astronomia, a democracia (rechaçando a populaça, obviamente), tudo era extremamente intrigante e interessante, mas nada nos chamava tanta atenção quanto o processo de embalsamento e de retorno a vida pela galvanização. A vida eterna nos oferecida por aquele que já a vive.
Todos no recinto discutíamos como fazer para que os quisessem pudessem passar pelo processo sem maiores problemas. O Sr. Gliddon foi o único que não quis passar pelo processo de mumificação: disse que apesar de fascinante ele preferia viver uma vida plena e feliz ao lado de sua família. Tolo. Ele ficaria responsável junto com o Conde para nós enviar para junto dos deuses e também de deixar ordens claras e precisas para nós “acordarem” daqui a 100 anos para que possamos nós então sermos os portadores da vida eterna para uma próxima geração.
Voltamos todos os que seriam embalsamados para nossas casas. Dispomos de poucas horas para deixar nossos negócios em ordem em cartas e voltaríamos o mais rápido possível para que o processo se iniciasse. Por mim, apenas terminei de redigir este relato para as futuras gerações e dizer o último adeus a minha bela esposa presa ainda na parede, um crime que levaria para todas as minhas vidas. Dei uma última olhada na minha casa e saí, sem mais delongas para minha vida eterna.
Fui o primeiro a chegar à casa do Dr. Ponnonner. Sr. Gliddon o Conde já haviam preparado, no quarto onde outrora ocorreu o despertar da múmia, todos os utensílios necessários para nos levarmos a outra vida e o próprio. Com todos aqueles utensílios médicos em cima da mesa ressenti por não ter sido o próprio Dr. Ponnonner o responsável pela operação, mas confiava na inteligência do Sr Gliddon e na experiência do Conde.
Conversamos mais algum tempo sobre a pequenez do que nós pensamos ser a grandiosidade do nosso tempo, sobre mais invenções que na verdade já existiam e sobre o passado mais presente do que pensávamos. Enquanto nossa conversa corria, os convidados aos poucos iam chegando, por fim, nós 13 estávamos a postos. Os 11 a ser embalsamados, mas o Conde e o Sr Gliddon.
Os rituais iniciais foram bastantes simples: tiramos as nossas roupas, nos lavamos com uma água alcalinada. Devido à falta de espaço, primeiramente 6 seriam levados a vida eterna e depois os outros cinco, eu ficara para a segunda leva. Os seis primeiros deitaram-se cada um em uma das mesas e o Conde começou a entoar cantos que o Sr Gliddon explicou que seriam uma preparação da alma. Os convidados entraram em um estado de letargia, com as órbitas de seus olhos rodando, característica que foi prontamente comemorada pelo Conde, pois significava que os ritos estavam ocorrendo de maneira correta. Em seguida algumas incisões foram feitas nos pulsos e no crânio dos convidados e um líquido espesso e amarelo, de composição desconhecida pela minha pessoa foi injetada nos convidados, quando uma certa quantia do mesmo já havia sido aplicada a todos o Sr Gliddon pegou algo parecido com gazes e começou a enrolar cada um dos convidados, enquanto isso o Conde pegava uma mistura que parecia gesso e colocava ao redor de cada um dos que já haviam sido enrolados. O Conde ainda nos explicou que seriam necessários colocar emblemas assim que o gesso secasse para que os deuses soubessem que estas pessoas tinham o desejo de retornar, caso isso não acontecesse elas passariam pelo julgamento de Anubis e viveriam o resto da eternidade em algo parecido com que os cristãos chamam de inferno. E com isso, todos foram mumificados em um processo que levou mais ou menos 3 horas.
Finalmente a nossa vez de viver para sempre havia chegado, já estávamos deitados em pelo quando o Conde começou a proferir as mesmas palavras de outrora; comecei a sentir algo parecido com uma formigação nas pernas e braços quando subitamente a voz do Conde desapareceu. Eu virara e via que ele estava de joelhos de frente a uma sombra negra como a noite... Aos poucos a sombra saiu da escuridão mas não ficara menos negra, aquele era o meu gato, o fatídico gato que soubera de todos os meus crimes em vida, o meu gato que sabia dos meus mais profundos pecados, o meu gato que nutria por mim o pior dos ódios. “Levante-se e continue Allamistakeo”, disse o meu gato, “Você trouxe um conhecimento novo a estes, mas nem todos mereciam, termine o processo mas não coloque as imagens sagradas neste aqui”. Ao dizer “aqui”, meu gato pulou em cima do meu corpo e me fitou nos olhos fixamente. Aquele monstro estava em cima de mim, com sua mancha de colar branca e uma que nunca havia reparado no meio de sua testa, algo como um hieróglifo. “Sim mestre Anubis” respondeu o Conde, e eu então percebi que eu estava de frente com o deus egípcio da morte.



Missão Extra – Coautor de Poe

Esta missão consiste em criar uma ilustração para ou capa para o conto...
E eu lá sei desenhar/usar programas de edição?
Vish!

O símbolo na testa é realmente o símbolo de Anubis

Bom, não ficou lá o supra sumo da edição, mas a ideia é essa aí =D


O que podemos dizer?
Missão cumprida!

O desafio Pocket Literário é hospedado pelo blog Os LiteratosSphera Geek e Dobradinha Literária.

7 de nov. de 2014

A sensação de dever cumprido

Sabe quando você termina alguma coisa e fica com aquela cara de felicidade pelo dever cumprido? Então foi assim que eu me senti hoje terminando o 30-day Yoga Challenge.

Terminei em 30 dias?

Não.

Mas terminei...

Quer tentar também?


5 de nov. de 2014

Cada um sabe onde seu calo (ou sua calça aperta)

Imagem ilustrativa do meu novo vício, chá preto
Daqui

Pra começar, eu nunca fui gorda (ok, na verdade eu sempre fui bem magrela e não é por falta de comer, sério!), mas uma coisa começou a me incomodar horrores nos últimos tempos... 

Minha barriga

Minha família tem uma tendência hiper legal de ter uma barriga saltada, sim, parecendo barriga de grávida mesmo... Meu pai tem 1,90 forte e com uma barriga bem grande... Pois bem, eu estou/estava meio que indo pelo mesmo caminho....

Até meus 20 anos foi tudo bem tranquilo, mas agora com meus 20 e poucos minha barriga resolveu crescer e minhas calças começaram a não querer fechar... Se você me ver provavelmente vai achar que eu surtei em falar isso, mas pequeno gafanhoto, é sério...

E o que fazer sobre isso?

Correr!!!

Como eu falei no outro post, o bichinho da corrida me pegou. Hoje eu corro cerca de 5 dias por semana e comecei a comer coisas que eu não comida até então: frutas, barra de cereais, chá preto! 

Além disso, fazer exercício já deixou de ser uma coisa estética e passou a ser médico: eu tenho hipotiroidismo (minha tireoide não funciona), e fazer exercícios é uma forma de estimulá-la (querida, vamos estar funcionando?), e talvez até parar de tomar remédio...


Então ficamos assim, eu corro, tu corres,a tireoide funciona,  a barriga some 
e a gente se vê em Floripa ;)


Ps.: alguém tem indicação de chás gostosos?

3 de nov. de 2014

E quando o bichinho da corrida te pega...

Minha medalha linda *.*
Há alguns anos eu já venho dizendo que vou participar de uma corrida de rua (geralmente eu falo dos 10 km da A Tribuna, mas nunca dá certo eu estar na baixada).... Mas nunca consegui.

Até esse ano!

Lá pro fim de julho a Tata (*oi sis*) me veio com um desafio:  
Vamos correr os 5km do McDonalds
E eu: Vamos ué!

Pagamos, estava feito o desafio!

Comecei a treinar durante agosto, parei em setembro, voltei no final de outubro-quase-novembro e dia 19 (sim, no dia que virou horário de verão) dormimos 4 horas e fomos para o Anhangabaú.

E eu nunca vi tanta mulher de rosa na vida!

Na verdade eu acho que nunca vi tanta mulher junta na vida.

E corremos!!!

38 minutos depois estávamos de volta ao Anhangabaú,com uma medalha pra chamar de minha <3.

E o que essa corrida me trouxe? Bom, uma torção no tornozelo e um mundo novo de coisas sensacionais para aprender e novas pessoas pra descobrir!

Próxima missão: Correr 10 km

Partiu!

Essa aí de shorts azul (que na verdade é roxo) e de óculos sou eu ^^ 

1 de nov. de 2014

Sobre um mês... e um novo mês...

Chaves da casa nova

Lá vamos nós de novo....

Bom, quem me conhece sabe que eu não moro mais com meus pais desde meus 17 anos... Desde então eu sempre disse que morei "sozinha", o que não é bem verdade. Morei todos esses anos sempre em repúblicas: morei com colegas, morei com amigos e morei com minhas irmãs de coração e hoje moro comigo mesma.

Parece que foi ontem que estava eu carregando minhas mesas, meus pais e meu amigo carregando minha máquina de lavar. Parece que foi ontem que minhas roupas estavam espalhadas pelo chão e eu sentava no tapete pra jantar. Ok, talvez um mês não seja tanto tempo assim, mas foi tempo suficiente pra aprender tanta coisa e sentir tanta falta de tantas outras que nem se eu quisesse descrever eu saberia.

É crianças, a idade chega, as contas chegam, o salário e a maturidade nem sempre... Mas o aprendizado, ah, esse vem você percebendo ou não...