A primeira missão do desafio é fazer um top 10 dos contos que eu mais gosto do Poe, como eu já havia lido o livro de contos dele foi relativamente fácil participar desta parte da brincadeira, sem mais delongas, vamos lá =D
A segunda missão é escolher um dos contos acima e redigir uma carta ao autor explicando os motivos de ter gostado ou detestado o conto.
Caríssimo sr Poe,
O gato preto foi o primeiro conto de vossa senhoria que li, e desde então meu favorito. Convenhamos, ninguém em sua sã consciência gosta de gatos.
Gatos são seres estranhos, inóspitos, sem carinho por outrem que não seja a si mesmo, gatos são tão donos de si que por vezes nós somos seus animais de estimação.
Creio que já ficou bem claro minha aversão por gatos, entretanto, a de seus personagens me deixam atônita. Convenhamos que matar um animal, seja ele racional ou irracional é algo deplorável! O senhor devia se sentir vexado em ter pessoas assim em sua mente! E mais do que isso, ainda depois matar um ser amado. O pecado capital dos maiores possíveis de se acontecer.
E como todas as mentiras tem pernas curtas, ainda bem que a verdade foi revelada dentro de seu conto, e que, pelo menos a justiça foi feita.... Pelo menos quanto a morte da jovem esposa.
Espero que em seus sonhos os gatos não voltem a atormentá-lo sr Poe, pois nos meus eles sempre irão.
Att,
Claudia
3ª Missão – Um Conto de Poe às Avessas
De todos os contos lidos, escolha 02 deles e crie uma nova história, interligando-os. Misture os personagens, os enredos, os lugares. De asas à sua imaginação.
Utilizando-se do meu top 2 ;)
Tormenta
Conde Allamistakeo continuava a contar sobre como a
nossa ciência era atrasada, e que tudo o que pensávamos que era tão nosso já
havia sido tão antes pensado no antigo Egito. O levantamento das pirâmides, a
astronomia, a democracia (rechaçando a populaça, obviamente), tudo era extremamente
intrigante e interessante, mas nada nos chamava tanta atenção quanto o processo
de embalsamento e de retorno a vida pela galvanização. A vida eterna nos
oferecida por aquele que já a vive.
Todos no recinto discutíamos como fazer para que os
quisessem pudessem passar pelo processo sem maiores problemas. O Sr. Gliddon
foi o único que não quis passar pelo processo de mumificação: disse que apesar
de fascinante ele preferia viver uma vida plena e feliz ao lado de sua família.
Tolo. Ele ficaria responsável junto com o Conde para nós enviar para junto dos
deuses e também de deixar ordens claras e precisas para nós “acordarem” daqui a
100 anos para que possamos nós então sermos os portadores da vida eterna para
uma próxima geração.
Voltamos todos os que seriam embalsamados para
nossas casas. Dispomos de poucas horas para deixar nossos negócios em ordem em
cartas e voltaríamos o mais rápido possível para que o processo se iniciasse.
Por mim, apenas terminei de redigir este relato para as futuras gerações e
dizer o último adeus a minha bela esposa presa ainda na parede, um crime que
levaria para todas as minhas vidas. Dei uma última olhada na minha casa e saí,
sem mais delongas para minha vida eterna.
Fui o primeiro a chegar à casa do Dr. Ponnonner. Sr.
Gliddon o Conde já haviam preparado, no quarto onde outrora ocorreu o despertar
da múmia, todos os utensílios necessários para nos levarmos a outra vida e o
próprio. Com todos aqueles utensílios médicos em cima da mesa ressenti por não
ter sido o próprio Dr. Ponnonner o responsável pela operação, mas confiava na
inteligência do Sr Gliddon e na experiência do Conde.
Conversamos mais algum tempo sobre a pequenez do
que nós pensamos ser a grandiosidade do nosso tempo, sobre mais invenções que
na verdade já existiam e sobre o passado mais presente do que pensávamos. Enquanto
nossa conversa corria, os convidados aos poucos iam chegando, por fim, nós 13
estávamos a postos. Os 11 a ser embalsamados, mas o Conde e o Sr Gliddon.
Os rituais iniciais foram bastantes simples:
tiramos as nossas roupas, nos lavamos com uma água alcalinada. Devido à falta
de espaço, primeiramente 6 seriam levados a vida eterna e depois os outros
cinco, eu ficara para a segunda leva. Os seis primeiros deitaram-se cada um em
uma das mesas e o Conde começou a entoar cantos que o Sr Gliddon explicou que
seriam uma preparação da alma. Os convidados entraram em um estado de letargia,
com as órbitas de seus olhos rodando, característica que foi prontamente
comemorada pelo Conde, pois significava que os ritos estavam ocorrendo de
maneira correta. Em seguida algumas incisões foram feitas nos pulsos e no
crânio dos convidados e um líquido espesso e amarelo, de composição
desconhecida pela minha pessoa foi injetada nos convidados, quando uma certa
quantia do mesmo já havia sido aplicada a todos o Sr Gliddon pegou algo
parecido com gazes e começou a enrolar cada um dos convidados, enquanto isso o
Conde pegava uma mistura que parecia gesso e colocava ao redor de cada um dos
que já haviam sido enrolados. O Conde ainda nos explicou que seriam necessários
colocar emblemas assim que o gesso secasse para que os deuses soubessem que
estas pessoas tinham o desejo de retornar, caso isso não acontecesse elas
passariam pelo julgamento de Anubis e viveriam o resto da eternidade em algo
parecido com que os cristãos chamam de inferno. E com isso, todos foram
mumificados em um processo que levou mais ou menos 3 horas.
Finalmente a nossa vez de viver para sempre havia
chegado, já estávamos deitados em pelo quando o Conde começou a proferir as
mesmas palavras de outrora; comecei a sentir algo parecido com uma formigação
nas pernas e braços quando subitamente a voz do Conde desapareceu. Eu virara e
via que ele estava de joelhos de frente a uma sombra negra como a noite... Aos
poucos a sombra saiu da escuridão mas não ficara menos negra, aquele era o meu
gato, o fatídico gato que soubera de todos os meus crimes em vida, o meu gato
que sabia dos meus mais profundos pecados, o meu gato que nutria por mim o pior
dos ódios. “Levante-se e continue Allamistakeo”, disse o meu gato, “Você trouxe
um conhecimento novo a estes, mas nem todos mereciam, termine o processo mas
não coloque as imagens sagradas neste aqui”. Ao dizer “aqui”, meu gato pulou em
cima do meu corpo e me fitou nos olhos fixamente. Aquele monstro estava em cima
de mim, com sua mancha de colar branca e uma que nunca havia reparado no meio
de sua testa, algo como um hieróglifo. “Sim mestre Anubis” respondeu o Conde, e
eu então percebi que eu estava de frente com o deus egípcio da morte.
Missão Extra – Coautor de Poe
Esta missão consiste em criar uma ilustração para ou capa para o conto...
E eu lá sei desenhar/usar programas de edição?
Vish!
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| O símbolo na testa é realmente o símbolo de Anubis |
Bom, não ficou lá o supra sumo da edição, mas a ideia é essa aí =D
O que podemos dizer?
Missão cumprida!
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