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18 de jan. de 2014

Making faces - Amy Harmon

Making Faces
Amy Harmon

(Dá pra dar uma olhadela no livro no site da Amazon)










Making faces é um livro que saiu lá na gringa em outubro do ano passado e que eu conheci num dos canais literários por aí (depois dei uma passada no GoodReads e vi que tinha um score de 4.6!), não vou falar exatamente como eu fiquei sabendo da história do livro pois seria um spoiler atrás do outro.
A "meada" da história é dada pelo relacionamento (ou quase isso) entre Ambrose e Fern: Ambrose, o adolescente bonitão, lutador de luta greco-romana e Fern uma ruiva meio desengonçada que gosta de ler e escrever romances. Ele "percebe" ela de uma maneira meio alternativa, por assim dizer, e começa a gostar dela. 

Mas ela não era ela, sacou?
Não?
Não vou contar então...


"Before or After? Fern: Before, anticipation is usually better than the real thing. Ambrose: After. The real thing, when done right, is always better than a daydream. "

No meio dessa história acontece o atentado do 11 de setembro. Esse é um ponto crucial no livro, pois vemos o patriotismo americano, o sentimento confuso e o começo de todas as perdas do livro. É interessante ver como esse atentado realmente mudou a cabeça dos americanos, no livro essa mudança faz com que Ambrose e os amigos se alistam como soldados na guerra para ir para o Iraque.

E as perdas continuam....

A história de Ambrose e Fern passa de "Patinho Feio" para a "Bela e a Fera" durante o livro, mas sinceramente, não foi isso que me prendeu ao livro.

Foi um personagem específico.

Bailey.

Bailey é o primo/melhor amigo de Fern, que tem distrofia muscular e aos poucos vai perdendo o controle sobre o próprio corpo. O papel dele é tão importante no livro, que mesmo ele sendo um personagem "secundário" eu me prendi muito mais a sua história do que de todos os outros. Ele mostra o quanto é grato por tudo que tem, pelo simples fato de viver, mas ele não é um personagem chato cheio de mi mim mim, muito longe disso, ele é um adolescente (quase) normal: ele vai para as aulas, para a festa de formatura, ele tem um grupo de amigos, ele faz uma tatuagem,etc... tudo isso consciente das suas limitações.

Pra mim, ele é o real heroi dessa história....


“Live. Have courage. Be a good friend. Always be grateful. Take care of Fern”


Uma das coisas que mais me chamou atenção no livro foram as explicações dadas durante os capítulos. A Amy coloca em quase todos os capítulos um "retrospecto" e você entende o desenrolar de cada enredo pois todos tem uma conexão com algum fato do passado. Uma coisa que eu não gostei foi o fato do livro ser em terceira pessoa, acho que seria muito mais envolvente (mais do que já é) se fosse contada em primeira pessoa, com alternância dos pontos de vista do Ambrose/Fern/Bailey, mas é só uma ideia.

Resumindo, Making faces é uma história de perdas
e ao mesmo tempo uma história que mostra que todos nós podemos ser herois...

Depois de Making Faces creio que o mais conhecido da Amy seja A Diferent Blue, mas ela ainda tem vários outros livros.  Tá aí uma autora para ficar de olho ;)

P.S..:Não achei nenhuma previsão pra vir para o Brasil, na verdade não achei nem mesmo uma editora que tenha comprado os direitos do livro...

17 de jan. de 2014

Eleanor & Park - Rainbow Rowell

Mais legal que a capa do livro
Daqui



Eleanor & Park 
Rainbow Rowell
St. Martin’s Griffin













Pensa num livro lindo, 
pensa num livro que faz com que seu coração bata mais forte, 
pensa num livro que faz tudo isso sem ter uma história perfeita, 
ou personagens perfeitos.


Esse é Eleanor &Park.

O livro conta a história de como a Eleanor (uma menina "gordinha" com grande cabelo cacheado ruivo) conhece o Park (um garoto de mãe coreana e pai americano), ou ao contrário, não importa, e como eles se apaixonam.
A história se passa em 1986, e tem todas as referências musicais e literárias (HQ) da época. Você lê o livro e vê o amor dos dois se desenrolar a partir das fitas (sim, fitas!) e dos quadrinhos de X-men! 

S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L!

Os "quotes" dos livros são lindos! Tanto que fizeram sucesso no meu facebook *oi Line*. As indecisões, as confusões de sentimentos e pensamentos e as inseguranças dos adolescentes são muito bem desenvolvidos pela autora. O livro é todo escrito pelas alternâncias de pontos de vista entre os personagens principais, o que engrandece muito o livro! *Boa Rainbow*, além disso, como alguém pode não gostar de alguém chamada Rainbow né?

Park, seu lindo.


Os personagens principais são bem desenvolvidos. Os irmãos, a mãe e o padrasto (cara chato do caramba) da Eleanor além dos pais, do irmão e dos avós (e até o tio) do Park e os amigos dos dois tem papéis na história, que vão de secundários até bem importantes.

O livro vem pro Brasil no final desse ano pela Novo Século *palmas para a Novo Século* . A autora tem outro livro muito badalado, Fangirl , que adivinha, já entrou na minha lista de leitura ;).



E aí, alguém já leu Eleanor & Park?

14 de jan. de 2014

Every day - David Levithan

Linda imagem daqui
Every day

David Levithan

Knopf Books for Young Readers









Every day a different body. Every day a different life. Every day in love with the same girl.


A frase da capa do livro explica exatamente do que o mesmo se trata. A (sim, o nome do/a personagem principal é A) é um tipo de espírito (ou algo assim) que a cada dia acorda em um corpo diferente, vivendo a vida da pessoa que ele "incorporou". Tudo vai muito bem, até que ele vive a vida de um cara chamado Justin e se apaixona pela namorada dele, Rhiannon. Toda a história se passa na tentativa de "namoro" dos dois, até que um dia ele acorda no corpo de um rapaz chamado Nathan e a vida dele começa a desandar.

How?
Imagem daqui
O livro é estranho, é confuso, mas é bem escrito. O David (aka autor), consegue lidar bem com a confusão da vida do A e da Rhiannon, trazendo toda a estrancinhe da vida dele de uma forma que te deixa ao mesmo tempo com pena dele e pensando em como aproveitamos pouco a nossa vida. Um acontecimento no meio do livro me fez ficar um pouco assustada, mas nada que não fosse bem contornado.

O final do livro é triste, pra mim pelo menos,  mas uma tristeza com uma pontada de esperança.

Li algumas coisinhas que talvez fosse lançada uma "continuação",um livro chamado Rhiannon, que seria basicamente Every Day pelo ponto de vista dela, mas não achei uma fonte confiável pra dizer se a informação procede ou não (mas bem que poderia né, sendo uma coisa meio Belo Desastre/Desastre Iminente). 

No Brasil o livro saiu com o nome de "Todo dia" pela Galera Record e apesar de ter agradado a blogosfera, parece que não foi um "boom" de vendas.

O autor tem vários outros livros publicados, com destaque para  Dash & Lily’s Book of Dares que a galera da gringa morre de amores (e que já entrou nas minhas futuras leituras) e Will Grayson, Will Grayson, um outro livro que também promete ser bem bom. 

Alguém já leu Every Day ou algo do David? O que acharam?