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| Bolacha russa, uma das coisas que não abri mais mão... |
Quando tudo acabou eu realmente achei que eu também tinha acabado junto, apesar de lá no fundo saber que tudo já tinha sido o que era pra ser.
O que era a presença transformou-se em perda e o que era certeza virou dúvida do dia pra noite.
Tive vontade de jogar tudo para o alto, de dizer que não queria nada mais de nada, que tudo era findado e que Inês era morta, mas resolvi que nada disso valia a pena.
Então apenas me (re/des)construi.
Fazer o que não antes tinha vontade (será que não tinha mesmo?), retomar o que era verdade, sentir uma liberdade antes quase perdida e acreditar que nada é por acaso.
Que de todos os becos, que de todos os cantos, que de todos os museus, que todas as indas e vindas, que todos os lugares novos, que tudo de novo seja duradouro.
E que um dia eu volte a me dar a chance de viver amores com olhos de oceano, corações de chuva e cheiro de pra sempre enquanto durar.
Mas só por hoje vou conhecer um pouco mais a mim mesma....



